Alice Andrade Maciel, enfermeira. Chegou a Brasília em 1958.
“Eu sou do interior de Goiás, de Jaraguá. Eu tinha um tio que, apesar de ser do interior, era muito inteligente, então ele falava sobre a construção da Capital Federal do Planalto Central, mas eu não pensava que isso um dia pudesse acontecer. Talvez fosse sonho das pessoas mais velhas.”
Braulina Mendes de Carvalho, funcionária da Novacap. Chegou a Brasília em 1957.
“Brasília surgiu pra mim como uma esperança de vida, porque eu era garota ainda jovem, querendo mudar de vida, e o Brasil tava muito atrasado, precisando melhorar”.
Cacilda Rosa Bertoni, enfermeira-parteira. Chegou a Brasília em 1957.
“Estou com 91 anos de idade. Felizmente fui mais útil vindo pra cá do que imaginei. Sabe que era tanto serviço que eu não senti falta de nada. Eu tinha tanta coisa pra fazer que não dava tempo de pensar. Eu fiz tantos partos que eu nem sei quantos foram.”
Carmela Nin de Escuder. Chegou a Brasília em 1957.
“A primeira vez que eu escutei falar de Brasília foi lendo o jornal. Morava na Espanha ainda e li que Brasil ia ter nova capital e ia se chamar Brasília. Eu nunca pensei que ia parar em Brasília.”
Celina Quitéria Zeferino, do lar. Chegou a Brasília em 1960.
“Tenho 76 anos bem vividos. Quando eu cheguei, o divertimento era o baile. A gente se produzia todinha para poder ir pro baile dançar. Era bom demais, porque era tudo muito amigo.”
Cleusa de Oliveira Menezes Senna, radialista. Chegou a Brasília em 1957.
“Eu vim do estado de Goiás, tenho 69 anos. Nós tínhamos uma rádio comunitária na Cidade Livre. A rádio prestava serviços para quem precisava trabalhar e para as empresas que precisavam contratar trabalhadores. As empresas encostavam os caminhões e em questão de minutos elas já estavam lotadas com todos os trabalhadores.”
Cosete Ramos Gebrin, professora do CASEB. Chegou a Brasília em 1960.
“Em 60, a juventude do Brasil era apaixonada pelo presidente JK, então estava todo mundo ligado no que estava acontecendo em Brasília. Se o pessoal velho era contra Brasília, para os jovens a paixão era Brasília. Então, a gente já veio com o coração pronto para aceitar Brasília.”
Esther Gums Xavier, professora. Chegou a Brasília em 1959.
“A gente tinha muita liberdade e a gente entrava nesses edifícios grandes quando estavam construindo. A gente acompanhou a construção. Eu adorava Brasília, não queria nem voltar mais pra minha terra.”
Georgina Janete Câmara, telefonista. Chegou a Brasília em 1958.
“Estou fazendo 80 anos, e quando foi inaugurar o Palácio da Alvorada, eu vim como telefonista da presidência. Eu trabalhei com todos os presidentes, desde Juscelino até o Lula”.
Gerda Gumprich, do lar. Chegou a Brasília em 1957.
“Nasci na Silésia, província da Alemanha. Meu pai faleceu na guerra, minha mãe fugiu conosco e quando ela morreu, uma tia nos convidou para vir para Friburgo, no Rio de Janeiro, onde eu conheci o meu marido. Ele veio abrir uma agência do Banco do Brasil e em junho, ele foi me buscar. Eu cheguei no Núcleo Bandeirante e eu vi que era verdade. Aquele barraco que servia pra guardar o material pra construção daquele banco provisório seria nossa casa. Isso foi dia 17 de junho de 1957, quando eu botei os pés em terra brasiliense.”
Glaucia Marina do Nascimento, paisagista, filha de Mercedes Parada. Chegou a Brasília em 1957.
“Tenho 64 anos, nasci em Ipameri-Go. Eu lembro de uma passagem aqui do início. Um dia eu dormi. Quando eu acordei, tinha um almoxarifado enorme na nossa frente, já pronto, e na noite anterior não tinha nada. Então, do dia pra noite se faziam coisas em Brasília.”
Golda Pietricovsky de Oliveira, funcionária pública. Chegou a Brasília em 1960.
“Sou de 1º de setembro de 30. Meu marido teve uma proposta de vir pra Brasília dirigir a sucursal do Correio Paulistano. Vim num avião chamado Conver. Nós saímos à tarde, de São Paulo, e chegamos à noite. Não se via Brasília, só umas luzinhas. Brasília, todo lado que eu olhava, era prédio subindo, lacerdinhas voando. Era assim, fantástico, era uma aventura.”
Harco Ofugi Rodrigues, advogada. Chegou a Brasília em 1959.
“Tenho 64 anos, vim pra Brasília em 59, com 12 anos, de Goiânia. Minha juventude foi muito rica, eu estudei no Ginásio Brasília, fui bandeirante, trabalhei muito na fixação do Núcleo Bandeirante. Nós tínhamos dois cinemas. A diversão era principalmente o cinema, matinê, e encontro com os colegas, amigos. Ia pescar no Lago Paranoá e fazia caminhadas. Estavam construindo a Esplanada dos Ministérios, só tinha os esqueletos, então a gente ia a pé da Cidade Livre até a Esplanada.”
Helena Maria Viveiros de Sousa Carvalho, escritora. Chegou a Brasília em 1959.
“Sou carioca, vim para Brasília recém-casada com o meu marido, que era engenheiro com a finalidade de construir Brasília. Fizemos uma viagem memorável, viemos de jipe. Passamos 7 dias dentro de um jipe, porque estradas não existiam. Nós fomos criando a estrada, derrubando árvores. Quando chegamos em Goiânia, as pessoas não acreditavam que a gente tinha vindo do Rio de Janeiro. Nós chegamos em Brasília e éramos três blocos de lama. Eu era um bloco, meu marido era outro e o jipe era outro.”
Hilda Ribeiro da Silva, auxiliar de enfermagem. Chegou a Brasília em 1959.
“...eu tinha um irmão aqui, que era soldado da GEB – Guarda Especial de Brasília. Ele achou por bem me trazer para cá, porque era uma cidade nova, iniciando, e eu era jovem, podia fazer algum curso. Tenho muito orgulho de ser nordestina, porque eu ajudei a construir Brasília. Aqui deveria se chamar nordestina.”
Iara Pietricovsky de Oliveira, ativista de direitos humanos e atriz, filha de Golda Pietricovsky. Chegou a Brasília em 1960.
“A gente brincava muito no cerrado, no lago Paranoá. Usava muito as árvores tortas, era muito especial, porque tinha umas tortas que davam uma forquilha ótima. A gente brincava muito. Brasília tinha muitas cigarras, o que marcava a mudança da chuva para a seca eram as cigarras. Até hoje isso é muito forte aqui. Isso fazia parte do imaginário sonoro, era aquelas cigarras uníssonas cantando, anunciando as chuvas.”
Ione Rodrigues, gerente de casa de encontros. Chegou a Brasília em 1960.
“Eu nasci em Belo Horizonte, em 1920. Já trabalhava no Rio quando recebi a proposta: - Olha, eu vou mandar a passagem pra você e você vai pra minha boate. Se você gostar, você fica. Se você não gostar, eu te dou a passagem e você volta. Eu respondi: mas eu não ando de ônibus não, falei com ela, eu ando só de avião. Aí ela pegou e mandou a passagem em 14 de julho. Agora fazem 50 anos estou aqui.”
Isis de Maria Lopes Guimarães Ferreira, tabeliã. Chegou a Brasília em 1958.
“Tenho 69 anos. A minha família Guimarães contribuiu muito para o crescimento de Brasília. A minha família, pelo lado paterno, era proprietária de muitas terras aqui na região, muitas terras. Paranoá, Sobradinho, Planaltina e por aí vai, e essas terras foram desapropriadas a preço muito baixinho para a consolidação do Distrito Federal.”
Jandira Carlos de França, lavadeira. Chegou a Brasília em 1957.
“Tenho 61 anos. Eu vim do Rio de Janeiro, cheguei naquele mundo de poeira, só comendo poeira. Eu tinha alergia demais, mas estava feliz de estar aqui.”
Josefa Carmelita da Silva França, lavadeira. Chegou a Brasília em 1960.
“Tenho 74 anos. Vim de Currais Novos, Rio Grande do Norte. Eu vim com meu marido e dois filhos e grávida. Vim de pau de arara, com dois filhos e grávida de sete meses. O menino veio no colo, ali espremidinho. Foi duro, minha irmã. Passamos 10 dias no caminho com chuva. A gente ia sentado juntinho nos estrados de madeira, até completar aquele caminhão de gente. O joelho encostando nas costas do outro. A alimentação, a gente colocava num saco e colocava num canto, ou atrás, ou na frente, ou do lado.”
Jurema Chabalgoity Toscano Barbosa, médica. Chegou a Brasília em 1959.
“Nasci no Rio Grande do Sul, em Santa Vitória do Palmar. Nós ficamos aqui porque nós acreditávamos no plano médico hospitalar de Brasília, que era perfeito, era o ideal para o atendimento de pacientes e para o médico. Mas no início tudo era precário. Nós chegamos e não tinha ainda apartamento para os médicos e o hospital era de madeira.Mas era o que tinha aqui, o IAPI era o que atendia os empregados das obras naquela época.”
Ladir Carlos de Alarcão, enfermeira. Chegou a Brasília em 1960.
“Eu fui morar na fazenda do Torto com o meu marido. Eu tinha uma filha, e lá tinha uma escolinha. Eu era professora primária e lá também apareciam muitas pessoas que precisavam de injeção. Também me chamavam pra fazer partos nas fazendas ali perto do Torto. Eu ia a cavalo ou a pé.”
Leocádia Paradela Cardoso, professora. Chegou a Brasília em 1958.
“Completei 91 anos. Sou professora e vim do Rio de Janeiro. Em 1958 o povo falava de Brasília as piores coisas, mas se tivesse tanta maldade, o Presidente da República não ia levar as pessoas amigas dele para conhecer a nova capital.”
Lia Sayão de Sá, funcionária pública aposentada. Chegou a Brasília em 1956.
“Solteira, sou Sayão, filha de Bernardo Sayão. Eu cheguei em Brasília aos 13 anos de idade, com meu pai. Nós fomos a primeira família de engenheiros a chegar em Brasília. Morávamos no acampamento e depois numa casa projetada pelo Niemeyer.”
Lilian Portugal Magnavita, professora de teatro. Chegou a Brasília em 1960.
“Tenho 89 anos, nasci na Bahia, uma terra muito querida. Gosto muito da minha terra, mas hoje me considero brasiliense. Fui convidada pelo Ministério da Educação, no governo de Juscelino Kubitscheck. Cheguei aqui no dia 16 de abril de 1960, antes da inauguração, e aqui estou até hoje, ajudando.”
Luiza Ferreira de Souza. Chegou a Brasília em 1959.
“Nasci no dia 12 de setembro de 1930. Eu sou maranhense, de Caxias do Maranhão. Meu marido tava aqui há mais de ano e eu não perguntei pra ele se ele queria que eu viesse. Arranjei uma senhora pra tomar conta dos filhos e deixei os meninos lá. Peguei um avião em São Luiz e cheguei em Anápolis 5h da tarde. Aí peguei um ônibus e vim aqui pro Núcleo Bandeirante.”
Marcia de Souza Almeida, do lar. Chegou a Brasília em 1957.
“Cheguei oficialmente para a inauguração de Brasília. Vim acompanhando o meu esposo, que era deputado federal, companheiro de Juscelino e um apaixonado mudancista, porque naquela época havia muito rejeição da mudança da capital do Rio de Janeiro pra Brasília. Fiz parte dos comitês femininos pra campanha JK, em Belo Horizonte.”
Maria Aparecida Leite, auxiliar de enfermagem. Chegou a Brasília em 1958.
“Nasci em 19 de junho de 1927. Brasília é uma cidade boa pra gente envelhecer, como eu envelheci, já estou com 85 anos.”
Maria Coeli de Almeida Vasconcelos, professora e cineasta. Chegou a Brasília em 1960.
“Ninguém acreditava em Brasília. As revistas da França falavam dos projetos de Niemeyer, do Lucio Costa, mas dentro do Rio de Janeiro havia uma campanha muito grande contra Brasília e ninguém imaginava que pudesse surgir uma cidade em tão pouco tempo. O mais impressionante em Brasília foi a rapidez com que foi feita. Três anos é muito pouco para se construir uma cidade.”
Maria das Neves Costa Morici, professora. Chegou a Brasília em 1957.
“Nasci no dia 26 de julho de 1920. Vou completar 90 anos. Naquele ano, mulher só podia ser dona de casa ou professora. A lei não permitia que mulher fosse advogada ou outra profissão qualquer. Então, naquele ano que eu fui estudar, o que foi permitido escolher, fazer o ginásio ou normal. Mas como era muito recente a novidade, eu optei pelo normal. Então completei os 5 anos de normalista em Araguari, Minas, colégio Sagrado Coração de Jesus.”
Maria Inês Fontenele Mourão, professora. Chegou a Brasília em 1960.
“Estou com 72 anos. Cheguei aqui em 1960, recém casada e concursada, para ser professora. Brasília era muito falada no Nordeste e as pessoas vinham pra cá pra ajudar na construção de Brasília. Eram caminhões que vinham lá do Nordeste com pessoas pra trabalharem na construção de Brasília.”
Maria Katuko Haga Torres, auxiliar de enfermagem. Chegou a Brasília em 1958.
“Eu já moro aqui em Brasília desde 58, há 51 anos. Em Brasília, as pessoas, era tudo fantástico, nordestino, baiano, gaucho, mineiro, a gente era uma grande família, muita amizade, muito aconchegante.”
Maria Marta Cintra, professora. Chegou a Brasília em 1960.
“Vim de Pernambuco, duma cidade do agreste meridional de São Bento do Una. Fica a 250 km de Recife. Fica entre Caruaru e Garanhuns. Quem fez a revolução foi a mulher. A mulher, na década de 60, fez a grande revolução desse país. E tá aí fazendo. Acho que a mulher tá com tudo e já na época mostrou.”
Maria Maura Figueiredo, pedagoga. Chegou a Brasília em 1960.
“Estou completando 60 anos. Nós viemos de Minas Gerais. Em Brasília tudo parecia uma orquestra, sabe? Parecia que todo mundo tocava muito bem e alguém comandava, e esse maestro era o Juscelino. As pessoas eram felizes, apesar das dificuldades, era uma solidariedade muito grande.”
Maria Vicentina de Cássia, Maria do Chapéu, comerciante. Chegou a Brasília em 1960.
“Meu marido me falou: ‘Olha, Maria, eu vou trazer você pra cá, só que você vai estranhar, eu já vou avisar como é a vida aqui a Brasília. Não tem casa de alvenaria, aqui você vai morar num barraco de tábua, e é muito movimento de homem, poucas mulheres. Você fica sabendo tudo para quando chegar aqui você não ficar pensando que quer voltar.’ Quando cheguei , gostei muito e estou aqui até hoje.”
Mercedes Ribas Parada, calculista e desenhista de mapas. Chegou a Brasília em 1956.
“Eu nasci em 28 de setembro de 1924. Eu sabia que ia mudar a capital. Meu pai gostava muito de me contar as coisas , que eu fui filha única. Nos éramos pobres, mais meu pai era muito cuidadoso. Moramos numa das três primeiras casas da Candangolândia: a nossa, a do doutor Sayão e a do doutor Bessa. Vim para fazer as demarcações das terras para a nova capital junto com o meu marido. Trabalhava dia e noite.”
Neusa Pinho França Almeida, professora de música. Chegou a Brasília em 1960.
“Fui uma das primeiras professoras de música em Brasília. Eu dava aula no CASEB, dois turnos, 40 horas por semana, de 8 às 12h. 13h45, eu saía pro outro turno da tarde. Sábado, os alunos queriam aula de piano, então eu só tinha o domingo pra descansar. Minha vida correu assim, muito trabalho.”
Orbella Lobo, professora. Chegou a Brasília em 1957.
“A gente ficava num barracão de madeira, o alojamento dos professores, na Candangolândia. A gente pegava muita carona, porque ninguém tinha carro, não tinha ônibus. Todo mundo que passava dava carona, sem segundas intenções, era de jipe, de caminhão. E o pessoal muito alegre, muito amigo. Toda a gente entusiasmada com Brasília.”
Palmerinda Donato, escritora. Chegou a Brasília em 1957.
“Eu nasci em Anta, uma pequena cidade no município de Sapucaia no estado do rio de janeiro, antes de falar como eu conheci Brasília vou falar como eu conheci Dona Sarah, eu tinha 24 anos era recém formada e recém casada, e em 1955 no inicio do ano eu fui a um salão de beleza, cortar o cabelo, fazer as unhas e chegando lá a gente só conversava sobre política, porque tava começando a sair a campanha do presidente Juscelino Kubitschek.”
Salan Kozac, comerciante. Chegou a Brasília em 1957.
“Tenho 82 anos. Vim da Síria. Eu fui conhecer Brasília na primeira missa, depois andamos em Brasília. Tinha muita terra, muito tijolo. Eu me encantei, eu sou aventureira. Saí da minha terra com 19 anos para casar com um jovem igual a mim.”
Sonia Vasconcelos, funcionária da Caixa Econômica. Chegou a Brasília em 1960.
“Estou em Brasília desde 60 e vim de férias duas vezes, em 58 e 59. Sou de Minas Gerais. Fiquei sabendo de Brasília quando JK se candidatou a Presidente. Ele foi lá na minha terra, em Leopoldina, para fazer campanha e eu tive a honra e o prazer, a alegria imensa de dançar com ele.”
Take Iabushita Ofugi, Dona Florinda, agricultora. Chegou a Brasília em 1959.
“Tenho 92 anos, eu vim de Goiânia. Meu marido veio com o Juscelino e foi o fundador da colônia japonesa. Eu vim depois de dois anos. Era tudo pagão os meus filhos, não era batizados. Aí o padre falou que precisa batizar para fazer exames e poder entrar na escola. Cada um arranjou uma madrinha e o Padre Roque batizou todos os meus filhos. Naquela época, mulher obedecia marido.”
Therezinha de Jesus Soares Rodrigues, professora do CASEB. Chegou a Brasília em 1960.
“Naquela época, ser mulher era uma coisa muito difícil, lembrando que nós estamos no final da década de 50 para 60, que é quando começou a emancipação da mulher. Então, optar para vir para Brasília sozinha foi algo muito arrojado. Sair da casa dos meus pais não foi fácil.”
Walnízia Alves dos Santos, escritora. Chegou a Brasília em 1957.
“Eu sou goiana e cheguei em Brasília aos dez anos de idade. Minha mãe começou a costurar e as primeiras freguesas eram as senhoras de funcionários que tinham vindo para Brasília. Então, eu aprendi a costurar com 11 anos. A iluminação eram lamparinas e então eu aprendi também como abastecer lamparinas. Eu ficava acompanhando minha mãe e trabalhava ate onze, meia noite.”
Wanda Clementina Dias Corso, escritora. Chegou a Brasília em 1957.
“Tenho 84 anos, vim de Belo Horizonte pra Brasília. O cerrado era maravilhoso, flores de toda espécie, parecia uns lençóis de flores amarelas, brancas, era lindo. Tinha a tal de canela de ema, um espetáculo, parece orquídea, animais também eram muito bonitos, seriema, ema, veado. Aí passei no concurso.”
Zeni Moreira, funcionária da NOVACAP. Chegou a Brasília em 1959
“O avião que vinha de Goiânia me pegou em Macapá e eu vim. Quando chegou aqui em Brasília ele sobrevoou Brasília e falou: ‘Olha, aqui será a futura capital do Brasil’, aí eu olhei assim e só tinha aquela terra velha, o esqueleto dos ministérios. Eu falei: é aqui que eu fico.”

