Irmã Olga, uma das fundadoras das Pioneiras Sociais, Guiomar de Arruda Câmara, membro da Comissão Poli Coelho, pesquisadora que denominou as Águas Emendadas, Tia Neiva, caminhoneira no início de Brasília e depois líder espiritual; e Fumiko Kannegae, agricultora, integrante de uma das primeiras famílias japonesas.
Durante a coleta de dados, as entrevistadas afirmaram que, embora a valorização da participação das mulheres na construção de Brasília tenha sido quase inexistente, elas não se percebiam “mulheres invisíveis”. Com isso, optamos em modificar o titulo do projeto para Poeira e batom no Planalto Central – 50 mulheres na construção de Brasília.
Iniciamos esse projeto com muitas perguntas: por que, nas publicações sobre Brasília, as mulheres nunca eram mencionadas? Qual seria a percepção das mulheres que chegaram nessas “terras longínquas e vermelhas”? Como seria resgatar a história de Brasília do ponto de vista das mulheres?
O livro foi montado com as frases mais significativas das entrevistadas e, por intermédio de suas experiências e percepções, fomos contado a história da construção de Brasília.
Cinqüenta anos depois do início da construção da nova capital, percebemos que seria o momento mais que oportuno para dar visibilidade a essas corajosas mulheres e homenageá-las.
Além disso, o projeto, aceito e estimulado pela Petrobrás, proporciona às futuras gerações, fonte de pesquisa e referência histórica, além de conhecimento das experiências das mulheres em Brasília, no início dos anos 60, que contribuíram para a formação da cultura que permeia a cidade até hoje.
Tânia Fontenele Mourão
Mônica Ferreira Gaspar de Oliveira
Brasília, 2010 – 50 anos.